NR-35 em 2026: como revisar escadas fixas e treinamentos de trabalho em altura

NR-35 em 2026: como revisar escadas fixas e treinamentos de trabalho em altura

Uma escada fixa pode parecer apenas um meio de acesso, mas, em atividades em altura, ela também precisa fazer parte da gestão de riscos da empresa. As atualizações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 2026 reforçam a importância de revisar treinamentos, critérios de uso, inspeções e documentação antes de manter a operação em campo.

1. O que merece atenção nas atualizações da NR-35

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou alterações relacionadas ao trabalho em altura, incluindo regras para treinamentos e critérios aplicáveis às escadas fixas verticais. O ponto de atenção para as empresas não é apenas conhecer a publicação, mas transformar a mudança em uma revisão organizada dos processos existentes.

A aplicação deve ser analisada conforme a atividade, a unidade operacional, o tipo de escada e as condições reais de uso. Em caso de dúvida sobre enquadramento ou transição, a decisão deve ser documentada com apoio do responsável técnico e baseada no texto oficial vigente.

2. Como revisar as escadas e os acessos industriais

A inspeção deve avaliar o conjunto do acesso, e não somente degraus ou montantes. É preciso verificar fixação, integridade, proteção contra queda, desembarque, interferências, limpeza, iluminação e possibilidade de uso seguro durante toda a tarefa.

Na prática, uma escada que está estruturalmente íntegra ainda pode apresentar risco se o acesso estiver obstruído, se o desembarque não permitir movimentação segura ou se o trabalhador não tiver orientação compatível com o sistema instalado.

3. Treinamento não deve ser tratado como formalidade

O erro comum é considerar que um certificado antigo, isoladamente, comprova a preparação do trabalhador. O treinamento precisa estar relacionado aos riscos da tarefa, aos equipamentos utilizados, aos procedimentos de emergência e às condições encontradas no local.

Com a ênfase divulgada para treinamento presencial, a empresa deve revisar seu planejamento e guardar evidências da realização, do conteúdo, da participação e da avaliação aplicável. A reciclagem ou atualização também deve ser analisada quando houver mudança de processo, equipamento ou condição de trabalho.

4. Documentos que precisam conversar entre si

A gestão de trabalho em altura não deve ficar separada do restante da SST. O inventário de riscos, o plano de ação, os procedimentos operacionais, as ordens de serviço, as permissões e os registros de treinamento precisam refletir a mesma realidade observada em campo.

Para empresas do Sul de Santa Catarina, inclusive operações industriais e de manutenção em Criciúma e região, essa integração reduz o risco de a equipe executar uma tarefa com documento genérico ou desatualizado. O documento deve ajudar a decidir, não apenas cumprir uma pasta.

5. Como organizar um plano de adequação

Comece pelo inventário dos acessos e classifique as situações por criticidade, frequência de uso e exposição potencial. Depois, defina responsáveis, prazos internos e critérios para interromper a atividade quando o acesso não estiver em condição segura.

Não é recomendável esperar uma fiscalização ou um acidente para iniciar a revisão. Uma rotina simples de inspeção, manutenção, treinamento e verificação de evidências permite corrigir falhas antes que elas se transformem em parada operacional, retrabalho ou exposição desnecessária dos trabalhadores.

Dica da Mais Proteção: Dica prática da Mais Proteção: antes de programar qualquer atividade em altura, faça uma vistoria conjunta entre manutenção, liderança e SST e registre as condições da escada, do acesso, do sistema de proteção e da autorização dos trabalhadores.

Conclusão

Revisar escadas fixas e treinamentos é uma medida de prevenção e organização operacional, não apenas uma resposta a uma atualização normativa. A Mais Proteção pode apoiar sua empresa na avaliação dos riscos, na adequação dos documentos e na estruturação dos treinamentos de SST. Entre em contato para organizar o próximo passo com segurança e responsabilidade.

Perguntas Frequentes

Toda escada fixa exige a mesma medida de controle?

Não necessariamente. A medida depende das características da escada, do acesso, da atividade, da altura e do sistema de proteção previsto. A avaliação deve considerar o texto vigente e as condições reais do local.

Um treinamento anterior continua válido automaticamente?

A empresa deve verificar o conteúdo, a modalidade, a data, a função do trabalhador e eventuais mudanças na atividade ou no equipamento. Não trate um certificado isolado como prova suficiente sem conferir esses elementos.

O que registrar durante a inspeção da escada?

Registre a identificação do acesso, as condições estruturais, as proteções, o desembarque, as interferências, a limpeza, a iluminação, as não conformidades, o responsável pela avaliação e o tratamento definido.

A revisão da NR-35 altera o PGR da empresa?

Pode exigir atualização do gerenciamento de riscos quando a análise identificar novos perigos, controles insuficientes ou mudanças na forma de execução. A necessidade deve ser avaliada tecnicamente e refletida nos documentos aplicáveis.

Precisa adequar sua empresa? Entre em contato com a Mais Proteção e receba orientação especializada em SST para Criciúma e região.